Experiência

Como experimentar o Ecossistema ATP?

Decidimos implementar uma experiência envolvendo jovens adolescentes e as suas famílias numa experiência agro-ecológica que incluísse também as “habilidades” e conhecimentos tecnológicos dos jovens em prol do sector agrícola.

Nesta experiência onde também estamos incluídos são envolvidos seis jovens de idades entre os 15 e 17 e as respectivas famílias (em particular os pais, e nalguns casos outros familiares como tios e avós). Estes seis grupos foram convidados a desenvolver uma experiência que tem dois contextos de realização:

– Em casa – parte agro-ecológica – em conjunto com os respectivos familiares;

-Na escola – o desenvolvimento da parte tecnológica – com o apoio dos professores.

Tal como se pretendia, esta experiência permite reunir os intervenientes e completa o ecossistema colocando as partes agrícola, tecnológica e as pessoas(de diferentes gerações) numa actividade conjunta(Figura 2).

 

 Figura 2 – Intervenção das partes no ecossistema

 A partir daqui, este texto reporta o historial dessa experiência. Começa aqui uma experiência concreta dentro do projecto global que está na génese deste trabalho. Tentaremos também, de agora em diante, analisar separadamente as três vertentes(pessoas, tecnologia e agricultura) do ecossistema.   

Em que consiste a experiência?

 Na vertente agrícola, esta experiência consiste em construir uma mini-estufa, que consoante a tipologia de alojamento de cada família, será no quintal, no jardim ou até na varanda. Pretende-se observar e comparar a evolução de uma cultura entre o ambiente controlado da mini-estufa e a mesma cultura ao ar livre em ambiente natural.

A intervenção tecnológica dos jovens será materializada através do desenvolvimento de um equipamento de monitorização e controlo das variáveis como a temperatura e humidade principalmente dentro da mini-estufa.

Nesta fase, foi ainda feito um desafio aos grupos para que no decorrer do projecto fossem efectuadas propostas de novas ideias e formas de potenciar o desenvolvimento da cultura tendo sempre por base os princípios da agricultura ecológica.    

Escolha da cultura – Factores que levaram à escolha da cenoura

A cenoura foi conhecida e apreciada pelos gregos e romanos e é uma raiz com textura lenhosa. É uma planta herbácea, bienal, cultivada como anual, com sistema radicular aprumado, constituído por uma raiz principal, sendo esta a parte comestível da cenoura, que acumula reservas que servem para alimentar a planta no segundo ano do ciclo vegetativo. A raiz pode ter formas, dimensões e cores variáveis, sendo a cor mais comum o laranja, cor esta devida à predominância de β-caroteno[2]. O caule da cenoura é comprido durante a fase vegetativa, as folhas são alternas e compostas, dispostas em roseta, com folíolos muito divididos e recortados.

Sementeira:

Em geral, as sementes de cenoura cultivam-se num local definitivo desde o final do Inverno a meados do Outono, a uma profundidade de cerca de 3 a 5 mm. Em Portugal e todo o Hemisfério Norte nos meses de Fevereiro, Março, Abril, Maio, Junho, Julho, Agosto, Setembro e Outubro.

A sementeira de cenoura é feita a lanço no local definitivo e, para facilitar a distribuição da semente, devem-se misturar as sementes com areia fina (cerca de 4 vezes o seu volume).

Colheita:

O ciclo cultural da cenoura varia normalmente entre 90 a 130 dias. É colhida imatura ou parcialmente madura quando a parte superior da raiz atinge o diâmetro desejado.

Temperatura:

É uma cultura de estação fresca, e pode ser cultivada com temperaturas entre os 5 e os 35 °C, sendo a temperatura óptima de cerca de 18 °C.

Solo:

As cenouras preferem os solos soltos, profundos, húmidos e bem drenados, adaptando-se, no entanto a diversos tipos de solos. Esta cultura é sensível à salinidade. Prefere pH[3] entre 6,0 e 6,8.

Rega:

É uma planta sensível à falta de água, sendo este factor prejudicial à produtividade e à qualidade da cenoura. Por outro lado, o excesso de água leva a que apareçam fendas nas raízes e ao fraco desenvolvimento da cor.

Diversidade de preparação e consumo:

As cenouras são comidas cruas, inteiras, ou como parte de saladas, e são também cozidas em sopas e refogados. Também se pode fazer bolo de cenoura. Apesar da parte folhosa da planta não ser comida na maioria dos países também é comestível.

Valor nutritivo:

As cenouras são grandes fontes de fibra dietética, antioxidantes, minerais e β-caroteno. Este último, responsável pela coloração alaranjada característica do vegetal, é uma provitamina A (substância que dá origem à vitamina A dentro de um organismo vivo). O β-caroteno ajuda o desempenho dos receptores da retina, melhorando a visão. Também ajuda a manter o bom estado da pele e das mucosas. No ser humano, apenas cem gramas de cenoura são suficientes para as necessidades diárias de vitamina A.

[2] Beta-caroteno

[3] O pH refere-se a uma medida que indica se uma solução é ácida (pH < 7, a 25 °C), neutra (pH = 7, a 25 °C), ou básica/alcalina (pH > 7, a 25°C). O “p” vem do alemão potenz, que significa poder da concentração, e o “H” é do ião de hidrogénio (H+).

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