Notícias relacionadas

Hortas urbanas chegam a Évora. E há mais de 20 terrenos abandonados para cultivar

2012-02-16

A Câmara de Évora está a colocar à disposição dos seus munícipes mais de 20 terrenos abandonados da periferia, que serão divididos em talhões entre 25 e 50 metros e transformados em hortas urbanas. Tal com dezenas de outras autarquias portuguesas, a câmara presidida por José Ernesto Oliveira quer conjugar sustentabilidade ambiental e a ajuda às famílias mais carenciadas. As parcelas serão disponibilizadas à população, de forma gratuita, para a produção hortícola e floricultura, mas de acordo com regras já aprovadas. “É um projecto envolvente, no qual queremos a participação do maior número possível de pessoas. Já há interessados em dinamizar [as hortas urbanas, sobretudo associações de reformados e clubes desportivos de bairro]”, explicou José Ernesto Oliveira. Os espaços disponíveis estão localizados nas freguesias da Malagueira, Bacelo, Senhora da Saúde e Horta das Figueiras. A maior parte dos terrenos já têm fonte de abastecimento de água, mas a Câmara de Évora irá disponibilizar este recurso, através de um reboque cisterna, aos que não tenham água própria. Paralelamente, em todos os espaços haverá um ponto de luz, de utilização colectiva. O projecto faz parte da Agenda XXI, que fomenta práticas de consumo mais equilibradas, amplia a biodiversidade e promove o desenvolvimento sustentável e convivência comunitária, explica a Lusa.

Link: Greensavers

Corrida às hortas na cidade

2012-02-14

São cada vez mais aqueles que junto das autarquias e das juntas de freguesia solicitam um palmo de terreno para fazer a sua horta. Este fenómeno urbano tem ganho relevância nos últimos anos e, com o agudizar da crise económica, uma procura em crescendo. A Lipor lançou o projecto “Horta à Porta” em 2003, em concelhos do Grande Porto. Aderiram logo as câmaras do Porto, da Maia, de Matosinhos e de Vila do Conde e as juntas de Aldoar, da Maia, de S. Pedro de Rates, de A Ver o Mar, de Custóias e de Vairão. E há também instituições de solidariedade social empenhadas na iniciativa, como a Comunidade Terapêutica do Meilão, a empresa Nobrinde, os albergues nocturnos do Porto e a Tecmaia.

Link:  Jornal de Notícias

Montalegre: Câmara oferece 30 mil couves tronchas a quem comprar no comércio local

2011-11-22

A Câmara de Montalegre continua a surpreender-nos com as suas iniciativas inovadoras. Depois de ter sido um dos primeiros concelhos portugueses a mandar desligar candeeiros de iluminação pública para poupar na factura energética, Montalegre prepara-se agora para dinamizar o comércio local com a oferta de couves tronchas a quem apresentar uma factura no valor de €15. Do comércio local, claro. Esta iniciativa está a ser desenvolvida em parceria com o Ecomuseu do Barroso e realiza-se este fim-de-semana. Ao todo, há 30 mil couves tronchas para distribuir. Caso esteja interessado nesta oportunidade, basta entregar no Ecomuseu do Barroso – Espaço Padre Fonte – uma cópia da despesa feita no comércio local. Então, vai receber uma couve troncha, proveniente do mega couval da Quinta da Veiga, uma propriedade agrícola sob a alçada da câmara. Para além da couve, quem participar nesta promoção recebe ainda uma entrada gratuita para o Ecomuseu do Barroso. “Com a crise na boca dos portugueses, [decidimos] colocar no terreno mais uma campanha de dinamização dos produtos da terra. E fomentar o tecido comercial”, explica a câmara de Montalegre no seu site oficial. “Esta aposta do município de Montalegre não é mais do que uma forma de despertar para a consciência de aplicar despesa, sempre que possível, na terra. A par disto, está uma boa oportunidade de dinamizar a potencialidade que existe nos produtos locais, sabido que é o alto valor qualitativo que possuem”, pode também ler-se aqui. O concelho de Montalegre continua a ter no sector primário a sua principal fonte de rendimento. A maioria da população trabalha na terra, praticando uma economia de subsistência. “O couval existente na Quinta da Veiga mostra a excelência de um produto que vinga numa região com um clima apropriado para produtos cada vez mais procurados”, explica ainda a câmara local.

Link: Greensavers

Cristiano Ronaldo tem uma horta na sua mansão de Madrid

2011-11-03

Já se sabia que Cristiano Ronaldo tem um especial cuidado com a sua alimentação – confessou o próprio, várias vezes, e dizem os nutricionistas do Real Madrid e da Selecção Portuguesa de Futebol. Agora, ficámos a saber que o futebolista português é também um fã das hortas urbanas. Segundo o seu colega de clube e selecção, Fábio Coentrão, Cristiano Ronaldo tem uma horta nas traseiras da sua luxuosa mansão de La Finca, o bairro mais caro e selecto de Madrid. A casa, de 800 metros quadrados, está avaliada em 12 milhões de euros. “Ele tem uma horta em casa e de vez em quando vou lá buscar legumes para fazer sopa… e se ele não abre a porta, salto o muro”, contou Coentrão, entre risos. Na verdade, e sabendo da obsessão de Cristiano Ronaldo pelo bem-estar e boa forma, não é de estranhar que o jogador – ou alguém por ele – plante uns legumes no quintal. Apesar de, certamente, esta não ser uma paisagem habitual num bairro como La Finca. Finalmente, este exemplo pode ajudar a mudar uma ideia pré-concebida de que as hortas urbanas existem por necessidade – e não pela paixão, pela alimentação sustentável e protecção do ambiente.

Link: Greensavers

Governo quer penalizar quem deixa as terras ao abandono

2011-09-19

A ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, Assunção Cristas, afirmou hoje de manhã que quem deixar as terras ao abandono poderá ser penalizado fiscalmente. “[São necessários] estímulos fiscais para que as pessoas possam ir agregando as propriedades e fazer uma gestão colectiva [dos terrenos]”, explicou Assunção Cristas, que garantiu ainda que, “no caso em que [os seus proprietários] não têm uma propensão para os aproveitar, o simples facto de terem um ónus fiscal sobre isso pode levar a que estes sejam disponibilizados para um banco de terras”. Uma utilização que, diga-se, seria paga. A responsável pela pasta da agricultura salientou que é preciso “aumentar as parcelas para ter uma forma mais profissional de gestão” das florestas. Há também que actualizar o cadastro rural. “Só assim se poderá criar estímulos para que as pessoas aproveitem as terras”, continuou. Outra ideia passa pela criação de benefícios fiscais para quem associe as propriedades. “A questão fiscal não tem tido grande peso. As pessoas foram-se acomodando e acabam por nem saber onde estão as suas propriedades, sobretudo quando passam de geração em geração e ficam cada vez mais fragmentadas”, concluiu Assunção Cristas, que falava na sessão de abertura da Conferência Internacional da Floresta, organizada pelo grupo Portucel Soporcel.

Link: Greensavers

Torre de Moncorvo: hortas comunitárias vão ajudar 150 famílias carenciadas

2011-09-19

A Câmara de Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança, acabou de aprovar um projecto para a criação de hortas comunitárias sustentáveis, que irão ajudar a alimentar cerca de 150 famílias carenciadas do concelho. As hortas serão implementadas num terreno municipal situado na Quinta da Fonte de Carvalho, que terá uma área de 10457 m2 e será dividido em 150 fracções. “Com este projecto pretendemos atenuar as consequências da actual conjuntura económica e ajudar os mais carenciados. As famílias terão de se candidatar a uma das fracções do terreno através dos serviços municipais, havendo prioridade para as famílias com parcos rendimentos, famílias numerosas, desempregados e idosos”, explicou a vereadora do Ambiente, Alexandra Sá. Os interessantes terão acesso gratuito a um talhão de 30 a 50 m2, onde poderão dedicar-se à agricultura e cultivo de verduras, legumes ou árvores de fruto. Para além da ajudar as famílias com menos rendimentos, a câmara de Torre de Moncorvo pretende também promover os hábitos alimentares saudáveis. Recorde-se que também Montemor-o-Novo está a entregar as terras não cultivadas – sejam da câmara ou de particulares – a quem as pretende cultivar.

Link: Greensavers

Hortas urbanas são passatempo, fuga à crise e “amor pela terra”

2011-08-22

É por entre alfaces, tomates e couves que Marco Costa, de 34 anos, desempregado há sete meses, se entretém ao final do dia na horta urbana que a Câmara Municipal do Funchal lhe cedeu gratuitamente.

“Eu não percebo nada disto, todos os dias vou aprendendo, depois as pessoas que sabem mais do que eu vão-me ensinando”, contou à agência Lusa Marco Costa, reconhecendo que a experiência da hotelaria, o seu último emprego, não lhe deu traquejo para a atividade agrícola que, por força do desemprego, agora conheceu. A prática, essa, já lhe permite concluir que da horta – uma das 302 que o município disponibiliza – sai uma parte do sustento familiar. “[Poupa-se], muito, muito, muito dinheiro”, garantiu Marco Costa, que aprendeu outra lição: “A nossa terra é boa para cultivar, seja em qualquer uma parte da ilha”. Para Alice Mota, de 64 anos e aposentada, a horta está a revelar-se uma “terapia”. “Os meus pais tinham terra e eu fui criada assim, a trabalhar também na terra quando era nova”, contou, enquanto cortava ervas que teimam em crescer com as nabiças. João Góis, de 63 anos, que todos os dias no verão “pica o ponto” na horta, explicou por que se candidatou a ter o seu espaço: “É um passatempo para as pessoas reformadas como eu, é um anti-stress”. Do que a horta lhe dá – que inclui inhame, feijão, cenoura, batata, pimpinelas ou maracujá – João Góis parte e reparte por familiares e amigos, afiançando que o espaço até permite fazer convívios. “Isto é quase como um centro de dia”, disse, por seu turno, Matilde Oliveira, de 75 anos, justificando a candidatura à horta urbana com o desejo do neto adolescente: “Ele ganhou amor pela terra (…), mas queria uma terra pequenina”. O projeto das hortas urbanas municipais do Funchal, iniciado em 2005, está implantado em cerca de 20.800 metros quadrados de cinco das dez freguesias do concelho e tem, neste momento, 124 candidatos em lista de espera. “A câmara esgotou a bolsa de terrenos que tinha”, explicou à agência Lusa o vereador com o pelouro do Ambiente, Costa Neves, adiantando que devido à “grande” procura a autarquia já arrendou dois terrenos onde instalou um total de 68 hortas, pagando pela sua utilização uma renda mensal de 840 euros. Para Costa Neves, as hortas urbanas não são “apenas uma moda”, mas já entram “no campo da necessidade”. “A produção que um destes lotes tem, se for bem gerido em termos de culturas é o suficiente para abastecer um agregado de quatro pessoas ao longo de todo o ano e ainda sobram excedentes que as pessoas ou permutam ou dão ou vendem”, referiu Costa Neves. Em setembro, está prevista a entrega de mais 42 lotes, mas de lado está a possibilidade dos munícipes pagarem pelas hortas: “A câmara acha que isto tem um fator humano e social muito importante”, sublinhou. “Além de ser útil em termos de produção agrícola e de qualidade alimentar, tem a componente lúdica, recreativa e espiritual muito importante: enquanto as pessoas estiverem ocupadas (…), penso que vão esquecer muita da crise que por aí grassa”, observou o vereador com o pelouro do Ambiente.

Link: Sapo notícias

Cavaco Silva pede mais apoio para jovens agricultores

2011-06-10

O Presidente da República, Cavaco Silva, defende que a Agricultura é o sector fundamental em que se deve investir para a futura sustentabilidade do país, e aposta nos jovens agricultores a quem defende que se dê mais apoios.

Num artigo de opinião publicado no semanário Expresso, Cavaco Silva começa por lembrar que no domínio da agricultura é consensual a necessidade de haver um sistema de apoio público activo aos jovens agricultores, à sua instalação e à expansão do seu número e da sua actividade. Mas lembra que apesar de ser tema recorrente dos partidos políticos e dos Governos, os resultados são completamente contrários aos objectivos: apenas 2% dos agricultores têm menos de 35 anos e 10% têm menos de 45 anos. Em contrapartida, 48 por cento dos agricultores portugueses têm mais de 65 anos, o que faz de Portugal o país agricolamente mais envelhecido da Europa, onde a média de agricultores naquela faixa etária ronda os 27 por cento. Cavaco Silva salienta ainda que estes valores se têm vindo a agravar de ano para ano e que entre 1999 e 2009 (os dois últimos recenseamentos) a redução dos jovens até 35 anos foi de 60% e entre os 35 e os 45 anos foi de 51%. Perante estes factos, Cavaco Silva conclui no seu artigo que algo estará a “impedir o sucesso das políticas públicas nesta matéria” e avança possibilidades várias, como o carácter depressivo que há anos acompanha o sector agrícola português, as dificuldades naturais da profissão, o apego à terra dos mais idosos, a má imagem pública desta profissão e o afastamento dos rendimentos agrícolas.

Link: Jornal de Notícias

Agricultores portugueses são os mais velhos da Europa

2011-06-02

É homem, tem 63 anos e a quarta classe. Este é o retrato-tipo do agricultor português, o que torna Portugal no país europeu com agricultores mais velhos e com menor número de jovens a trabalhar nos campos: apenas 2,5% têm menos de 35 anos.

O último recenseamento agrícola do Instituto Nacional de Estatística (INE), publicado este ano, dá conta do envelhecimento acelerado: quase metade dos agricultores portugueses (48%) tinha, em 2009, mais de 65 anos. Na União Europeia (UE), os agricultores mais velhos representam apenas 34% do total e os mais novos rondam os 7%, de acordo com o Conselho Europeu de Jovens Agricultores. Em 2009, a população agrícola familiar, onde se inclui o produtor agrícola e a sua família, totalizava 793 mil pessoas, ou seja, 7% de portugueses. Mas entre 1999 e 2009, a população rural “envelheceu consideravelmente”, diz o INE. A média de idades passou de 46 para 52 anos e as faixas etárias mais jovens perderam importância: actualmente apenas um terço da população rural tem menos de 45 anos, o que representa um decréscimo de 11%. O Algarve é a região com população mais envelhecida, com uma média de idades de 58 anos, enquanto os Açores se situam no extremo oposto, com uma média de 42 anos.

Link: Jornal de Notícias

Pais devem voltar a incentivar filhos a regressar à Agricultura

2011-06-02

O presidente da Associação de Jovens Agricultores de Portugal defendeu, esta quinta-feira, que os pais devem incentivar os filhos a regressar à terra, desde que esta actividade seja dignificada e encarada como “uma solução de futuro”.

Firmino Cordeiro, que comentava o facto de Portugal ser o país europeu com agricultores mais velhos e com menos jovens dedicados a esta actividade, avisou que “um sector que não se rejuvenesce é um sector que tendencialmente pode acabar” e apelou a dignificação da agricultura. Lembrou que para muitos jovens a terra está disponível por herança familiar, mas acrescentou que muitos pais não fazem essa transição por não sentirem que a agricultura tem futuro. “Os pais desacreditaram e aconselham os filhos a fazer outra opção de vida. Os mais velhos têm de acreditar, só assim podem dizer aos seus filhos para não abandonarem a actividade agrícola porque pode ser lucrativa, porque pode ser uma solução de futuro quando o desemprego está a aumentar noutras actividades”. O presidente da Associação de Jovens Agricultores de Portugal (AJAP) sublinhou que “há aqui uma área por explorar” desde que o país e os políticos acreditem no futuro desta actividade. “A classe política tem de dar sinais que há uma preocupação e encarar a agricultura como uma actividade estratégica, com medidas concertadas entre a ajuda europeia e a componente nacional”. O dirigente associativo adiantou que, em muitos casos, “os hiatos nos apoios são determinantes para o afastamento de muitos jovens”. Firmino Cordeiro considerou também essencial “haver dignidade nas reformas para os agricultores mais velhos” para que estes se sintam também “compensados por ceder a sua exploração”.

Banco de terras O mesmo responsável declarou que os jovens que não são oriundos de famílias agrícolas devem ser também atraídos para o sector, reclamando a criação de um banco de terras. “Temos de aproveitar os terrenos que estão abandonados no país e muitos são do próprio ministério da Agricultura”, salientou. Só no Alentejo existem 16 mil hectares de terras do Estado desaproveitadas. Firmino Cordeiro destacou ainda o papel da classe política na promoção da agricultura, congratulando-se com o facto do tema estar presente na agenda dos candidatos às legislativas, mas considerando que é preciso ir mais longe. O dirigente da AJAP pede que se “passe à prática após o dia 5” e que haja mais pressão sob a União Europeia (UE). “É a UE que regulamenta o preço ao consumidor e para isso tem de compensar os agricultores. O preço a que hoje vendem as suas produções não é suficiente para suportar os encargos”, alertou.

Link: Jornal de Notícias

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